O sucesso de “O Agente Secreto” trouxe de volta às redes sociais um debate em torno da Lei Rouanet, com muitos apontando que o filme utiliza recursos da lei. Na verdade, filmes longas-metragens de ficção não podem ser realizados com dinheiro da Rouanet desde o ano de 2006.
“O audiovisual tem artistas com muito peso, e acabava concorrendo bastante com os projetos de teatro, de dança, biblioteca, etc. Era uma disputa meio injusta assim”, recorda a produtora Luciana Tondo, sócio-proprietária da Amora Produções Culturais. A solução foi criar mecanismos próprios para financiamento deste tipo de filme, como o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outras políticas públicas específicas mantidas pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).
A Lei Rouanet, no entanto, segue como um dos principais motores de financiamento cultural no país, tendo atingido o recorde de R$ 3,4 bilhões destinados a projetos durante o ano de 2025. Seu funcionamento, no entanto, ainda gera muitas dúvidas e, consequentemente, muitas polêmicas.
Leia Mais