Vânia de Souza Borges acordou assustada com uma ligação do filho Rafael Borges Amaral, de 26 anos, à 1h13 do dia 23 de março de 2024. A conversa corriqueira durou poucos minutos e a deixou tranquila, pois o caçula disse que estava na casa da avó, em segurança. Ela voltou a dormir e não imaginou que, ao acordar na manhã seguinte, receberia a notícia que mudaria sua vida para sempre.
“Aquele 23 de março foi o pior dia da minha vida. Foi o dia que meu mundo caiu”. É como a professora descreve a morte do rapaz, que atribui ao vício em apostas online. Hoje, ela convive com a dor, e o eco da saudade e do vazio causado pela ausência que mais novo deixou dentro de casa. Mas foi no luto que ela encontrou meios de lutar por algo maior: a responsabilização das casas de apostas e influenciadores por ‘epidemia das bets’.
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