No domingo de manhã em que Edgard de Luna esperava a alta, uma oncologista entrou na sala dizendo que tinha resultados para discutir. Ele havia passado o fim de semana internado no Hospital São Camilo, na Pompeia, em São Paulo, fazendo exames que ninguém havia explicado direito. Achava que ia para casa. Estava sozinho.
A médica despejou tudo de uma vez —câncer de pâncreas, prognóstico, próximos passos. Edgard ouviu sem conseguir assimilar. Quando ela saiu, pegou o celular e digitou no Google. A primeira coisa que apareceu: cinco meses de vida.
Ele tinha 42 anos, duas filhas pequenas e nenhum histórico de doença grave. Não havia nenhum sinal que justificasse aquele domingo.
Hoje, oito anos depois, não tem doença detectável. O caso está sendo documentado para publicação científica e apresentado em congressos médicos como algo que a medicina ainda não sabe explicar completamente.
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