Os convidados chegam ao som de bossa-nova. Clássico, cara de lounge, início de festa, mas não só: é também o estilo que Tiago Pitthan aprendeu a ouvir com o pai ainda criança. Em seguida, a programação segue com samba, roda de verdade; gente em pé, pandeiro, surdo, cavaco, tamborim, cuíca e tantã.
O DJ então assume a trilha e enfileira brasilidades diversas, de todas as décadas, enquanto o próprio protagonista da festa se ajeita com a banda para performar uma música. Ele, na guitarra, instrumento que insistiu em aprender a tocar quando metástases de um câncer de estômago se espalharam pelo seu corpo.
A noite segue adentro com rock and roll ‘de todo mundo’. Bandas de amigos, de desconhecidos, de quem quiser chegar.
O que os convidados vão celebrar, no dia 30 de maio, no espaço da Cervejaria Canalhas, em Campo Grande, não é um aniversário, nem um show, nem uma despedida qualquer.
É o velório de Tiago Martins Pitthan, de 49 anos. Ele está vivo.
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