Rodrigo Bulso sempre foi o tipo de pessoa que parecia blindada contra doenças. Educador físico, jogava tênis desde os 7 anos, deu aulas por mais de uma década, concluiu mestrado e doutorado e decidiu, no início deste ano, intensificar ainda mais os cuidados com a própria saúde. Melhorou a alimentação, organizou o sono, ajustou os treinos.
Só que algo saiu do roteiro. Em janeiro, começou a sentir uma dor diferente nas costas. Não era aquela dor muscular típica de treino intenso. Havia um incômodo estranho ao fazer certos movimentos. Ele reduziu os exercícios, tomou analgésicos, esperou melhorar. Não melhorou.
A dor aumentou progressivamente, até se tornar incapacitante. No caminho até o hospital, cada irregularidade no asfalto fazia uma descarga elétrica atravessar sua coluna. Deitar e levantar da maca fazia com que Rodrigo ficasse por dez minutos sob dor intensa.
A tomografia revelou o que ninguém imaginava: uma vértebra fraturada —não por trauma, mas porque havia sido enfraquecida por um câncer. E não um câncer ósseo primário: uma metástase nas vértebras.
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