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Fechamento não é política correta contra a covid-19, diz Bolsonaro

Fechamento não é política correta contra a covid-19, diz Bolsonaro
Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro reiterou hoje (12) sua contrariedade ao fechamento total de comércios em função da pandemia. Durante cerimônia de comemoraão dos 160 anos de fundação da Caixa – e da caderneta de poupança no Brasil –, Bolsonaro disse que não se pode falar em saúde sem emprego, e que vida e economia “andam de braços dados”.

“Eu peço a Deus que ilumine governadores e prefeitos para que não fechem tudo. Essa não é a política correta. Vida e economia andam de braços dados. Não podemos falar em saúde sem emprego”, disse o presidente na cerimônia, que ocorreu no Palácio do Planalto. De acordo com balanço divulgado de ontem do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 8,1 milhões de casos confirmados e 203 mil mortes.

Dirigindo-se à imprensa, Bolsonaro voltou a defender a liberdade das manifestações via redes sociais e afirmou que a liberdade de imprensa é plena em seu governo. “Lamento, no entanto, o fechamento e a censura às mídias sociais. Elas não concorrem com vocês [imprensa]. Uma estimula a outra, e a liberdade não tem preço”, acrescentou.

Caderneta de Poupança comemora 160 anos

Sobre a comemoração de 160 anos da Caixa Econômica Federal e da caderneta de poupança no Brasil, Bolsonaro destacou que o banco público levou paz à população ao ajudá-la a receber o auxílio emergencial. “Em momentos difíceis como a pandemia, [a Caixa] criou, em poucos dias, mais de 60 milhões de contas. Trabalhamos para levar paz aos homens e mulheres do Brasil”, disse ao destacar, também, a contratação de 3 mil pessoas com deficiência, pelo banco.

Em seu discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco bateu recorde de lucro em 2020, com os créditos imobiliários concedidos à população . “Em 20 dias, 50 milhões de brasileiros receberam o auxílio emergencial. E, em meio à pandemia, batemos o recorde de crédito imobiliário. Em consequência, a caixa nunca ganhou tanto dinheiro com o crédito imobiliário”.

Segundo ele, o banco terá, também, a menor taxa de inadimplência de todos seus 160 anos de existência. “Nunca emprestamos tanto e tivemos tão pouca inadimplência. Teremos um lucro que, não posso ainda informar [o valor], mas será recorde”.


Fonte: Agência Brasil
 
Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Postado em 12/01/2021 14h10

Médicos alertam para ineficácia de 'tratamento precoce' da Covid: 'Famílias inteiras morrendo'

Médicos alertam para ineficácia de 'tratamento precoce' da Covid: 'Famílias inteiras morrendo'

O médico Guilherme Lima, que atua no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Eduardo de Menezes, referência no atendimento de infectados em Belo Horizonte, contou que atendeu um paciente que, antes mesmo de apresentar sintomas da Covid-19, fazia uso de medicamentos como cloroquina, ivermectina e azitromicina, para o 'tratamento precoce' ao vírus.

'Tive oportunidades de cuidar de famílias inteiras que tiveram adoecidas que viajaram, se reuniram em festas, pessoas que argumentavam contra a prevenção que é realmente eficaz, como o distanciamento, uso de máscara, e argumentavam a favor do medicamento. Chegaram a falar, mesmo adoentadas, que não se cuidavam porque tomavam os remédios e que eles protegiam elas', contou.

Nesse caso específico, segundo o médico, o pai e filho morreram. Leia mais
Postado em 23/01/2021 19h15

Bolsonaro mais uma vez lança dúvida sobre o benefício da vacina

Bolsonaro mais uma vez lança dúvida sobre o benefício da vacina

O presidente Bolsonaro voltou nesta sexta-feira (22) a tentar sabotar a confiança da população nas vacinas contra a Covid-19.

“O que eu tenho observado é que ainda tem muita gente que tem preocupação com a vacina. E deixo bem claro: ela é emergencial”, disse o presidente, em conversa na saída do Palácio da Alvorada. Leia mais
Postado em 23/01/2021 18h10

Crise em Manaus: PGR pede ao STF abertura de inquérito para apurar conduta de Pazuello

Crise em Manaus: PGR pede ao STF abertura de inquérito para apurar conduta de Pazuello

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre o enfrentamento da pandemia em Manaus (AM), que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais na semana passada. (Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO) Leia mais
Postado em 23/01/2021 17h43

Bolsonaro contribui mais uma vez para desacreditar vacina

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O presidente Bolsonaro voltou nesta sexta-feira (22) a tentar sabotar a confiança da população nas vacinas contra a Covid-19.

“O que eu tenho observado é que ainda tem muita gente que tem preocupação com a vacina. E deixo bem claro: ela é emergencial”, disse o presidente, em conversa na saída do Palácio da Alvorada. Leia mais
Postado em 23/01/2021 17h01

BH terá carreata pelo impeachment de Bolsonaro neste sábado

BH terá carreata pelo impeachment de Bolsonaro neste sábado

Movimentos sociais e lideranças cívicas planejam uma carreata em apoio ao impeachment do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) para este sábado (23/01), em Belo Horizonte e em cidades no interior de Minas, além de outras pelo país. A manifestação tem a intenção de pressionar o Congresso Nacional a dar andamento aos pedidos de processo de destituição do chefe do Executivo federal. Leia mais
Postado em 23/01/2021 11h47

Huck tem data para sair da Globo e começar campanha, diz revista

Huck tem data para sair da Globo e começar campanha, diz revista

Luciano Huck, apresentador da TV Globo, já tem data para deixar a emissora e iniciar campanha presidencial para 2022. Segundo a coluna Radar, da revista Veja, ele deve anunciar a saída da TV no meio deste ano. (Foto: Reprodução/Twitter/Estado de Minas) Leia mais
Postado em 23/01/2021 11h06

TSE suspende consequências para quem não votou nas eleições de 2020

TSE suspende consequências para quem não votou nas eleições de 2020
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, assinou ontem (21) uma resolução suspendendo as consequências legais para quem não votou nas eleições municipais de 2020 e não justificou ou pagou a multa.

Entre suas justificativas, a medida considera “que a persistência e o agravamento da pandemia da Covid-19 no país impõem aos eleitores que não compareceram à votação nas Eleições 2020, sobretudo àqueles em situação de maior vulnerabilidade, obstáculos para realizarem a justificativa eleitoral”.

O texto da resolução sobre o assunto considera ainda a “dificuldade de obtenção de documentação comprobatória do impedimento para votar no caso de ausência às urnas por sintomas da covid-19”.


A norma não estipula prazo para a suspensão das sanções para quem não votou e não justificou ou pagou multa. A medida ficará vigente ao menos até que o plenário do TSE vote se aprova ou não a resolução assinada por Barroso. Isso não deve acontecer antes de fevereiro, devido ao recesso forense.

A resolução destaca que não se trata de uma anistia para quem não votou, pois tal providência somente poderia ser tomada pelo Congresso Nacional, frisa o texto da norma.

O prazo para justificar ausência no primeiro turno encerrou-se em 14 de janeiro. O limite para justificar a falta no segundo turno é 28 de janeiro. Ambas as datas marcam os 60 dias após as votações, que ocorreram em 15 e 29 de novembro.

Pela Constituição, o voto é obrigatório para todos os alfabetizados entre 18 e 70 anos. Em decorrência disso, o artigo 7º do Código Eleitoral prevê uma série de restrições para quem não justificar a ausência na votação ou pagar a multa. Enquanto não regularizar a situação, o eleitor não pode:

– inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

– receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

– participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias;

– obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;

– obter passaporte ou carteira de identidade;

– renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

– praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Fonte: Agência Brasil
 
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

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Postado em 22/01/2021 11h56

90% das maiores cidades que receberam “kit Covid” tiveram taxa de mortalidade mais alta

90% das maiores cidades que receberam “kit Covid” tiveram taxa de mortalidade mais alta

Dos dez municípios com mais de 100 mil habitantes que distribuíram um “kit Covid” com medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento precoce contra o novo coronavírus, nove tiveram uma taxa de mortalidade mais alta que a média estadual. O uso dos medicamentos hidroxicloroquina e ivermectina contra a Covid-19 é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo Ministério da Saúde. Leia mais
Postado em 22/01/2021 02h35

Eduardo Bolsonaro é condenado a pagar R$ 30 mil a jornalista

Eduardo Bolsonaro é condenado a pagar R$ 30 mil a jornalista

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi condenado a pagar indenização por dano moral no valor de R$30 mil à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. A ação foi ajuizada em 12 de junho de 2020 e a sentença foi publicada nesta quinta-feira (21/01). O deputado ainda pode recorrer da decisão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Estado de Minas) Leia mais
Postado em 21/01/2021 15h24

Lewandowski nega decisão liminar para afastar Pazuello da Saúde

Lewandowski nega decisão liminar para afastar Pazuello da Saúde
Foto: © Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje (21) uma liminar (decisão provisória) para afastar o general da ativa Eduardo Pazuello do cargo de ministro da Saúde.

Na decisão, Lewandowski afirmou que o Supremo não possui autoridade para determinar a medida, pois “compete privativamente ao presidente da República, nos termos do art. 84, I, do texto constitucional nomear e exonerar os ministros de Estado’”.

A liminar havia sido pedida pelo partido Rede, que para justificar o afastamento de Pazuello alegou “diversos equívocos, incluídos os de logística, na condução das atividades ministeriais durante a pandemia do Coronavírus”. A legenda destacou as mais de 210 mil pessoas que morreram de covid-19 no Brasil e a recente falta de oxigênio em unidades hospitalares do Amazonas e do Pará.


Lewandowski frisou, contudo, que eventual afastamento de ministro de Estado depende da atuação da Procuradoria-Geral da República, a quem cabe apurar os crimes cometidos por essas autoridades, sejam comuns ou de responsabilidade.

“Ainda que, apenas para argumentar, o requerente pretendesse protocolar um pedido de impeachment do titular daquela pasta [Saúde], mesmo assim teria de endereçá-lo ao Procurador-Geral da República, e não diretamente ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou o ministro.

Lewandowski reclamou ainda que a solicitação da Rede para afastar Pazuello não veio acompanhada de “quaisquer comprovações empíricas”, tendo sido “baseada em meras notícias jornalísticas, as quais dão conta de uma possível - e, a ser verdade, preocupante - falta de insumos médico-hospitalares na região Norte do país, em especial de estoques de oxigênio”.

O ministro também entendeu que o pedido, feito em uma ação de descumprimento de preceito fundamental, não tem relação com a causa original da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) aberta pela Rede, que trata da compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Desde que abriu a ação, em outubro, a Rede vem apresentando sucessivos pedidos adicionais. Além do afastamento de Pazuello, o partido havia pedido que o Supremo obrigasse o governo a prestar informações sobre o estoque de oxigênio no sistema de saúde país e apresentasse, em 24 horas, um planejamento para a disponibilização do insumo aos estados da região Norte.

As solicitações não foram atendidas por Lewandowski. O ministro destacou que tais providências – requisição de informações e a exigência de execução de políticas públicas – “podem ser levadas a efeito sem a intervenção do Judiciário, por meio da competência atribuída à Câmara dos Deputados e ao Senado”.

Em uma outra ADPF, aberta pelo PCdoB e o PT, Lewandowski determinou que o governo apresente um plano detalhado, e que o atualize a cada 48 horas, sobre o enfrentamento da crise sanitária no Amazonas. Em uma primeira comunicação, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que as autoridades federais sabiam desde 8 de janeiro do risco de falta de oxigênio em Manaus.


Fonte: Agência Brasil
 
Foto: © Nelson Jr./SCO/STF

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Postado em 21/01/2021 15h05
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