Postado em 09/10/2018

Polícia abre inquérito para apurar explosão que matou três em fábrica

A explosão ocorreu por volta das 9 horas de hoje (9) e, além dos três óbitos, feriu sem gravidade um empregado da Fábrica Biocapital.

Polícia abre inquérito para apurar explosão que matou três em fábrica

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar as causas da explosão de um reator que matou três trabalhadores de uma indústria química de Charqueada, a cerca de 50 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo. A explosão ocorreu por volta das 9 horas de hoje (9) e, além dos três óbitos, feriu sem gravidade um empregado da Fábrica Biocapital.

Segundo a Polícia Civil, os mortos são Cláudio Bozzo Júnior, 30; Igor Barros da Silva, 20 e Luis Gustavo dos Santos, de 31 anos.

Nas redes sociais, parentes e colegas dos três lamentaram o acidente. Citando Bozzo Júnior, um empregado da Biocapital identificado como Bruno Oliveira contou que costumava trabalhar com os três funcionários mortos na explosão, mas, hoje, havia pedido para trocar o turno.

“Não sei o que dizer. Era para eu estar lá”, escreveu Bruno. “Deus me deu uma segunda chance. Trabalhei ano com vocês e bem hoje troquei de turno. Bem, hoje vocês se vão. Com muita dor por vocês, o único motivo para [eu] agradecer é por estar vivo”, escreveu o internauta. Ele contou ainda ter abraçado Bozzo Júnior quando este chegava para trabalhar e recomendado que os colegas tivessem cuidado. “Por que isso, hoje?”

Em nota, a Biocapital explicou, sem esclarecer quais, que dois dos trabalhadores mortos eram do próprio quadro funcional da empresa e o outro era terceirizado. A companhia lamentou o ocorrido e disse que dará todo apoio e auxílio necessário às famílias das vítimas.

“As causas do acidente estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, estando a Biocapital a disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborando, sem medir esforços, com a investigação para a elucidação dos fatos”, garantiu a empresa.

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Americana e Região, Kleber Roberto Fonseca esteve no local no início da tarde. “Não pudemos entrar e chegar perto do reator que explodiu porque os bombeiros ainda não tinham liberado a área, devido ao risco de vazamento de gases tóxicos”, informou.

Fonseca disse que se reuniu na chegada com representantes da empresa, que informaram sobre a explosão. Ele informou à Agência Brasil que o sindicato também vai oferecer apoio às famílias das vítimas, inclusive psicológico. De acordo com ele, o sindicato já havia apresentado denúncia contra a empresa ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em Americana, por falta de recolhimento do INSS dos empregados.



Fonte: Agência Brasil