Postado em 18/11/2019

“Novembro Azul” - Pets também podem ter câncer de próstata

Diferente do câncer de mama, que pode afetar ambos os sexos, o câncer de próstata atinge somente os machos, já que a fêmea não possui próstata.

“Novembro Azul” - Pets também podem ter câncer de próstata

A campanha “Novembro Azul” tem o objetivo de alertar e conscientizar sobre prevenção e importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata nos homens, mas é importante também para informar sobre o problema em cães e gatos. Assim como nos humanos, a idade avançada é o principal fator de risco.

Diferente do câncer de mama, que pode afetar ambos os sexos, o câncer de próstata atinge somente os machos, já que a fêmea não possui próstata. Ela é a glândula produtora do líquido que protege os espermatozoides. Quando há excesso na produção de células nesta área, a glândula incha, formando o câncer e comprometendo a saúde do bichinho.

O veterinário Expedito Quintino, que trabalha no Canil Municipal de Juiz de Fora, relatou que, assim como todos os outros tipos de câncer, inicialmente, o de próstata costuma não dar sinais físicos nos pets: "É importante a visita regular ao veterinário, para que seja verificada qualquer anomalia a tempo de tratá-la. Quando em estágio mais avançado, a doença costuma apresentar alguns sinais, que incluem perda de apetite, dor ao urinar, sangue na urina, dificuldades em defecar. O cachorro pode sentir também outros sintomas, como dor abdominal, vômito e febre".

Expedito também alertou sobre o grupo de risco: "No grupo de risco estão os animais não castrados e com mais de seis anos de idade. Por isso, a importância da castração nos cães e gatos ainda filhotes ou pelo menos antes da puberdade. Os donos devem ficar ainda mais atentos, pois eles têm mais probabilidades de ter a doença," E completou: “Alimentação inadequada e cruzamento familiar também são fatores de risco para desenvolver a doença”.

"A melhor forma de prevenção nos pets é levá-los regularmente ao veterinário, para exames de palpação retal, clínico e laboratoriais. Eles conseguem verificar se há anomalias, que podem ser decorrentes do câncer. Mas a principal forma de prevenção sempre será a castração, que faz o animal ter 90% de chance de não desenvolver a doença", afirmou o veterinário.

Após o diagnóstico, o tratamento pode ser doloroso para o bichinho: "Com a descoberta, dependendo da dimensão do tumor, o tratamento é cirúrgico e quimioterápico. O problema é quando há metástase, já que, aí, fica bem mais difícil reverter". A metástase é quando o câncer se espalha, atingindo outros órgãos.

O representante de atendimento especializado Thiago Alves falou sobre a situação do seu cachorro, o “Jack”: "Descobrimos pelos sintomas que ele apresentou. Estava com vômito e falta de apetite. Infelizmente, o diagnóstico foi tardio, e ele morreu". Situação parecida com a da estudante Laísa Soares: "A gente só percebeu quando ele começou a andar curvado e ficar mais quietinho> Mas já era tarde e ele estava todo comprometido. A gente nem sabia que tinha como castrar cachorro, porque sempre ouvimos sobre castração de fêmeas. Ele tinha 15 anos". Para Laísa, o fato serviu de alerta para o tratamento de seus outros bichinhos: "Assim que a ´Safira` completou seis meses, castramos. O ´Boris` castramos quando tinha cinco anos.".

Por ser desconhecido nos animais, o câncer é um dos motivos pelos quais mais morrem cachorros e gatos. Por isso, é de extrema importância que o animal tenha acompanhamento com médico veterinário e realize consultas periódicas, pelo menos uma vez ao ano.

* Informações através da Assessoria de Comunicação do Demlurb, pelo telefone 3690-3537.


Fonte: PJF