Postado em 12/07/2019

Museu Mariano Procópio - Restauro da “Villa Ferreira Lage” entra em nova fase

A retomada do restauro do prédio histórico começou em 22 de maio deste ano.

Museu Mariano Procópio - Restauro da “Villa Ferreira Lage” entra em nova fase

O resgate do decorativismo do prédio “Villa Ferreira Lage”, pertencente ao conjunto arquitetônico do Museu “Mariano Procópio”, é o foco da nova etapa das obras de restauração. Com o uso, principalmente, da técnica da decapagem, estão sendo recuperadas as pinturas originais de paredes, tetos, assoalhos, rodapés e sobrevergas. Os cômodos que estão passando por este processo no momento são o “torreão” e as salas de música, visitas e a “Um”. As obras estão contemplando também os condutores de águas pluviais da edificação, que passaram por vídeo inspeção e serão limpos e recuperados.

O prefeito Antônio Almas visitou, na quinta-feira, 11, as obras de recuperação do Museu. “Estamos trabalhando para que as novas gerações tenham oportunidade de ver a riqueza desse Museu, que é o segundo museu imperial do Brasil. Em breve, com essa nova etapa de restauro, vamos entregar 85% das obras de decorativismo. Enquanto isso, continuaremos na busca de recursos, tanto na esfera pública quanto na privada, para que possamos abrir este espaço para a sociedade o quanto antes”, afirmou o prefeito.



A retomada do restauro do prédio histórico começou em 22 de maio deste ano. A previsão é de que esta fase seja concluída em setembro. A continuação do restauro está sendo possível devido ao patrocínio de R$ 1.190.162,85 da MRS Logística S/A, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Uma equipe de 26 pessoas, entre profissionais de Juiz de Fora e do Rio, atua na obra, realizada pela empresa Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A, contratada por meio de licitação pública, com ampla experiência na área de restauração, responsável pelas obras do Museu Nacional, após o incêndio ocorrido em setembro de 2018.

Segundo o diretor da Fundação Museu “Mariano Procópio” (Mapro), Antônio Carlos Duarte, o processo na “Villa”, por sua riqueza no decorativismo, é lento e minucioso, seguindo rigorosos conceitos de restauro e de níveis técnicos. “Toda a obra é regulamentada pelos órgãos patrimoniais e as descobertas pertinentes são levadas para aprovação dos mesmos. Atualmente, os institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Compac) estão analisando se mantemos ou não o papel de parede da casa. Apesar de não ser do período da construção da mesma, em 1861, faz parte da primeira intervenção pela qual o imóvel passou, provavelmente no século 19. Não é uma decisão simples optar pela originalidade em questões como esta”.

Concluir os ambientes considerados os mais requintados, que possuem decorativismo mais rebuscado para a época, é o objetivo desta etapa. “Além da reintegração da pintura, estamos nos dedicando à recuperação da originalidade de cada detalhe dos adereços. Em um dos cômodos, por exemplo, está sendo realizado o douramento de um elemento no teto, que seria um florão. O processo é feito com a aplicação do mordente, que, posteriormente, recebe a folha de ouro, material importado da Itália”, explicou a arquiteta responsável pela obra, Janaína Genaro.

Um dos ambientes mais conhecidos da casa, a sala de música, também está recebendo cuidados especiais. “Todos os boizries, que são os painéis de madeira aplicados nas paredes, serão retirados, para receberem tratamento e serem revitalizados. Outras peças do espaço, como alguns anjos decorativos, já estão sendo recuperadas”, contou o diretor.

O prédio histórico

De acordo com Antônio Carlos, a “Villa Ferreira Lage”, projetada pelo arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs, que veio a Juiz de Fora a convite de Mariano Procópio, especialmente para este propósito, é uma casa pioneira em modernidade para sua época: “A arquitetura do prédio possui modernidade estilística e tecnológica. A ‘Villa’ é marco pioneiro para Juiz de Fora, Minas e o Brasil. É uma das primeiras residências de estilo eclético do país e uma das primeiras com sistema hidráulico. Raras edificações do século 19 possuíam água dentro de casa, por exemplo”.

O “Castelinho”, como também é conhecida a edificação, fica no alto da colina da propriedade do comendador Mariano Procópio, onde se situa o Museu, chamando atenção até hoje. A construção palaciana, em estilo renascentista, da “Chácara dos Ferreira Lage”, era destinada ao veraneio da família.

O complexo arquitetônico do Museu “Mariano Procópio”, que compreende a “Villa Ferreira Lage” e o prédio “Mariano Procópio”, foi doado ao município em 1936 por Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano, considerado o maior mecenas de Juiz de Fora. Atualmente, o Museu possui acervo de 55 mil itens, sendo considerado o segundo maior do Brasil em importância do período imperial.



Fonte: PJF

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