Barão de Cocais e Itatiaiuçu – O dia seguinte à retirada de mais de 600 pessoas de áreas de risco assombradas pela falta de segurança de duas barragens de rejeitos de minério das empresas Vale, em Barão de Cocais, e Arcelor Mittal, em Itaiaiuçu, foi marcado por bastante expectativa. Moradores que tiveram que sair de suas casas esperam por estudos e vistorias que permitam atestar as devidas estabilidades e possibilitem o retorno das pessoas para seus imóveis pelo menos para reorganizar as vidas. Em Barão de Cocais, na Região Central do estado, a expectativa ganha a companhia do medo e da falta de orientação, duas reclamações recorrentes da comunidade. Está marcada para hoje uma vistoria de uma empresa alemã no maciço da barragem da Mina de Gongo Soco para analisar e emitir um laudo que dirá se os 487 moradores evacuados de suas residências poderão voltar para casa. Ontem, ocorreu a primeira reunião, a portas fechadas, entre os moradores e a Vale, empresa responsável pelo reservatório de rejeitos. Após horas desde o início do encontro, nenhum dos atingidos quis comentar com a imprensa sobre as medidas repassadas pela mineradora. E disseram que “orientações” foram passadas para que não comentassem os combinados feitos na ocasião. O Ministério Público recomendou à Vale que retire bens culturais de Barão de Cocais. Leia Mais

Postado em 10/02/2019

Vítimas de Fundão sofrem com doenças de pele e respiratórias por contaminação por metais pesados Em março de 2018, pouco mais de dois anos depois do rompimento da barragem de Fundão em Bento Rodrigues, 11 moradores da cidade mineira de Barra Longa - que está a 60 km do 'epicentro' do desastre - descobriram que estavam contaminados por metais pesados.

Todos eles estavam intoxicados por níquel e metade tinha níveis de arsênico no sangue acima do normal. A maioria tinha problemas de pele e dificuldade para respirar. Esse foi o primeiro diagnóstico nesse sentido em uma população vítima da tragédia em Mariana. Leia Mais

Postado em 10/02/2019