Em março de 2018, pouco mais de dois anos depois do rompimento da barragem de Fundão em Bento Rodrigues, 11 moradores da cidade mineira de Barra Longa - que está a 60 km do 'epicentro' do desastre - descobriram que estavam contaminados por metais pesados.

Todos eles estavam intoxicados por níquel e metade tinha níveis de arsênico no sangue acima do normal. A maioria tinha problemas de pele e dificuldade para respirar. Esse foi o primeiro diagnóstico nesse sentido em uma população vítima da tragédia em Mariana. Leia Mais
Postado em 10/02/2019

Desorientação e medo marcam expectativa de pessoas retiradas de casa Barão de Cocais e Itatiaiuçu – O dia seguinte à retirada de mais de 600 pessoas de áreas de risco assombradas pela falta de segurança de duas barragens de rejeitos de minério das empresas Vale, em Barão de Cocais, e Arcelor Mittal, em Itaiaiuçu, foi marcado por bastante expectativa. Moradores que tiveram que sair de suas casas esperam por estudos e vistorias que permitam atestar as devidas estabilidades e possibilitem o retorno das pessoas para seus imóveis pelo menos para reorganizar as vidas. Em Barão de Cocais, na Região Central do estado, a expectativa ganha a companhia do medo e da falta de orientação, duas reclamações recorrentes da comunidade. Está marcada para hoje uma vistoria de uma empresa alemã no maciço da barragem da Mina de Gongo Soco para analisar e emitir um laudo que dirá se os 487 moradores evacuados de suas residências poderão voltar para casa. Ontem, ocorreu a primeira reunião, a portas fechadas, entre os moradores e a Vale, empresa responsável pelo reservatório de rejeitos. Após horas desde o início do encontro, nenhum dos atingidos quis comentar com a imprensa sobre as medidas repassadas pela mineradora. E disseram que “orientações” foram passadas para que não comentassem os combinados feitos na ocasião. O Ministério Público recomendou à Vale que retire bens culturais de Barão de Cocais. Leia Mais

Postado em 10/02/2019