A cada ano, entre duas e cinco barragens de rejeitos de minérios se rompem em todo o mundo. Na cidade de Trento, na Itália, em 19 de julho de 1985, o rompimento de uma barragem de rejeitos da mina de fluoreto vitimou 268 pessoas. No fim de janeiro de 2000, perto de Baia Mare, na Romênia, 100 mil metros cúbicos de água com cianureto causaram a poluição do Rio Tisza. Ou seja, tragédias como a da Samarco, em Mariana, e a da Vale, em Brumadinho, não são exclusividade do Brasil. A diferença é como o poder público – o que inclui o Judiciário – lida com a questão. Leia Mais
Postado em 10/02/2019

Pouco mais de um mês antes da tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, a Vale obteve autorização do governo de Minas Gerais para um projeto de expansão das minas do Córrego do Feijão, onde ocorreu o desastre, e de Jangada. Ambas fazem parte do Complexo Paraopeba.

No entanto, as obras previstas contrariavam algumas recomendações de segurança do relatório da consultora Tüv Süd, segundo engenheiros ouvidos pelo G1. Elaborado em julho de 2018 a pedido da própria Vale, o laudo da companhia alemã atestou a estabilidade da estrutura, mas detectou problemas no sistema de drenagem e fez ressalvas – a estabilidade do alteamento estava no limite de segurança das normas brasileiras. Leia Mais

Postado em 10/02/2019